terça-feira, 31 de julho de 2012

Ford Mustang Shelby GT 500 Eleanor



Este Mustang é considerado um dos maiores clássicos americanos. Não apenas por sua limitada produção - pouco mais de 2.000 unidades -, mas também por estar ligado a uma das maiores personalidades da história recente do automóvel: Carroll Shelby. Para entender esse carro é necessário entender um pouco mais de seu "pai". Shelby, um texano nascido em 1923, colocou seu nome na galeria da fama do automóvel através de uma bem-sucedida carreira nas pistas e como criador de poderosos bólidos.


Ao voltar da Segunda Guerra Mundial, Shelby entrou no mundo dos negócios dirigindo um pequena frota de caminhões de lixo. Após um teste de aptidão que revelou que ele deveria criar animais, começou um criação de galinhas. Sua empreitada terminou logo, quando seus animais contraíram a doença de Newcastle e morreram todos. Shelby começou a correr pouco depois, a bordo de um Ford 1932, mais tarde passando a um MG TC. O mundo das corridas estava ressurgindo após a guerra e ele estava no lugar certo.

Com seu sucesso nas pistas, fez fama nos Estados Unidos e começou a receber ofertas para pilotar carros-esporte de milionários americanos. Embora estivesse vencendo tudo o que podia, não conseguia pagar suas contas. Apesar do reconhecimento - foi considerado o Piloto do Ano pela revista Sports Illustrated em 1956 e 1957 -, as corridas nos EUA eram estritamente amadoras e ele não ganhava muito dinheiro. Foi então que decidiu ir para a Europa.

No Velho Continente pilotou para a Aston Martin com a qual, junto de Roy Salvadori, venceu a 24 Horas de Le Mans em 1959. Retornou aos EUA em 1960 e ainda estava vencendo tudo o que podia quando um problema de coração o afastou das pistas.

Apesar de envolvido com outros empreendimentos, a paixão de Shelby era mesmo os carros -- e em 1961 surgiu a oportunidade de voltar ao mundo do automóvel. Quando a pequena fábrica inglesa AC Cars perdeu seu fornecedor de motores (um 2,0 de seis cilindros), a Bristol, Shelby vislumbrou a chance de fazer seu próprio esportivo. Impressionado com a dirigibilidade e estabilidade do pequeno carro inglês, anteriormente chamado de Ace, sugeriu equipá-lo com um V8 americano.

Nessa época, a Ford havia desenvolvido novos motores e ainda não tinha onde usá-los. Shelby então equipou os carros com os Fords de 260 e 289 polegadas cúbicas (4,2 e 4,7 litros, na ordem). Nascia assim o Cobra. O resultado foi excelente: o carro se tornou o mais rápido da época e, em 1965, a equipe de Shelby venceu o Mundial de GT da FIA, sendo a única empresa americana a conseguir tal feito durante décadas.

Não satisfeito, Shelby resolveu aumentar ainda mais a potência do carro e espremeu um imenso Ford V8 de 427 pol3 (7,0 litros) no Cobra. O carro gerava 425 cv brutos a 6.000 rpm e ficou logo conhecido por sua potência. Em 1967, dirigido pelo jornalista britânico John Bolster, registrou velocidade máxima de 265 km/h e aceleração de 0 a 96 km/h em apenas 4,2 segundos. Um fenômeno.

Quando o filme começou a ser produzido, Eleonor não seria necessariamente um Mustang. "Nós realmente queriamos ver um GT40 atravessando L.A., voando baixo no rio L.A., fazendo tudo aquilo." Diz o designer de produção Jeff Mann. Quando o pessoal de Jeff fez o orçamento da utilização do GT40 no filme, perceberam seria impraticável utilizá-lo pois o custo ficaria em torno de 90 milhões de dólares, então voltaram para o Mustang.

"Nós estavamos procurando por um GT500 1967. Ele é um carro excelente, sem dúvidas," continua Jeff, "mas ele ia contra aqueles outros carros!" Isto preocupava em um filme que estaria cheio de Ferraris. "No contexto de todos aqueles outros carros, ele nao seria necessariamente o carro mais sessacional a aparecer no filme. Mas quando Jerry convenceu-me a fazer mudanças nele, pedimos a Steve Stanford um famoso ilustrador de Hot Rod que desenhasse para nós. Então ele fez uma ilustração de um GT500 1967."

O designer Chip Foose foi contratado pela produção para tornar o trabalho de Stanford em realidade, Foose criou um protótipo do carro alterando os farois da frente e as lanternas atrás. Ele projetou o capo do motor, as saias laterais, as entradas de ar e outras partes de fibra de vidro que seriam utilizadas no carro. A grade frontal foi baseada em uma peça originalmente desenvolvida para o Chevy Astro e para finalizar Foose colocou as rodas aro 17"x8" polegadas com pneus P245/40ZR17 Goodyear Eagle F1.

Nenhum dos escapamentos laterais e nem a tampa de combustível cromada na coluna lateral são funcionais em nenhuma das Eleonoras vistas no filme. Por que? Primeiro, porque fazer o escapamento lateral funcionar verdadeiramente é difícil, considerando a maneira como o Mustang 1967 é construído. E segundo, eles não precisavam funcionar. Uma vez as peças do protótipo terminadas e os moldes feitos, o projeto foi entregue nas mãos de Ray Clarig da Cinema Vehicle Services (CVS), onde construíram Eleonor.

"Em todo o meu tempo neste negócio", explica Ray Clarig, "este foi o show mais difícil". Devido ao tempo em que Eleonor teria que aparecer na tela e as manobras que teriam que ser feitas, várias Eleonoras tiveram que ser construídas. Foram construídas 12 Eleonoras para o filme, incluíndo o protótipo, que não aparece no filme. A construção das Eleonoras começou com a divulgação de anúncios para compra de 1967 e 1968 Mustangs Fastbacks. A CVS conseguiu os carros com motor 289 e ao menos um deles era um Mustang GT com motor 390.

Devido aos carros terem que fazer diferentes coisas durrante o filme, não construíram duas Eleonoras iguais. Todos os carros são rebaixados, mas alguns deles receberam reforço de suspenção da Total Control. Alguns foram projetados para escorregar nas curvas, alguns para sobreviver a um salto, e outros para serem destruídos. Ao menos um carro foi envenenado para correr no canal de concreto do Rio de Los Angeles.

As Eleonoras foram um misto de trabalho de design e engenharia. Os carros foram feitos para se apresentarem bonitos no filme e para fazerem bem suas tarefas.

Das 12 Eleonoras construídas, 7 sobreviveram ao fim do filme e voltaram para as posses da CVS. Dois dos carros foram destruídos fazendo o polêmico salto do fim do filme. O salto foi feito em duas partes. Primeiro o carro pulou a rampa e foi destruído durante a aterrissagem. O outro carro fez um salto grande e aterrissou em uma pilha de caixas macias.
De acordo com o coordenador de manobras Jonhny Martin, o carro está em estado razoavelmente bom. Outro carro foi levantado por cabos até uma parte do salto e solto para que fosse feita a aterrissagem. E finalmente, outro foi destruído ao saltar para fora da pista da ponte, este carro foi destruído totalmente. Mais duas Eleonoras foram destruídas, uma quando foi levantada pelo guindastre no ferro velho e outra no demolidor de carros.

Entretanto, a mais bonita Eleonor de todas não não aparece no filme. Ela foi construída pela CVS para o produtor Bruckheimer. Ela é um verdadeiro 1967 Shelby GT-500. A saída de escapamento lateral funciona e também a entrada de combustível na coluna lateral. Algumas peças da Total Control foram colocadas, mas a suspensão nao foi tocada. A décima terceira Eleonor, possui o motor 428 com o cambio original automático trocado para um de quatro marchas.






Nissan Skyline GTR R34



Skyline é um carro produzido pela montadora japonesa Nissan, sua origem é mais antiga que a própria montadora que o produz. A produção do Skyline iniciou-se em 1955, quando a Prince Motor Company—empresa fundada três anos antes pela Tama Electric Car Company, fabricante de veículos elétricos—lançou o modelo ALSI-1, com motor da Fuji Precision Industries de 1,5 litro e 60 cv. Em 1966 o governo japonês sugeria a criação de grandes empresas para competir no mercado internacional, o que levou a Prince a fundir-se com a Nissan.
A primeira versão do Skyline, chamada de ALSI-1 entrou em produção em abril de 1957, naquela época era vendido como um carro de luxo, sob a marca Prince. Esta versão vinha com um motor 1,5 litro, que produzia 60 cv, este motor era padrão para toda a linha. O desempenho era relativo aos sedãs médios da época, alcançava 140 km/h. Eram oferecidas carroçarias sedan e station wagon, havia também uma versão pick-up e um furgão, chamados Prince Skyway.
Para 1958, a Prince modificou o conjunto óptico, adotando quatro faróis (antes eram dois). Este facelift fez com que o carro fosse chamado a partir daí de ALSI-2. A motorzação foi levemente modificada, a cilindrada continuava com 1,5 litro, mas a potência subiu para 70 cv, esta nova motorização proporcionou uma sensível melhora no desempenho.
Em 1961, entrou em produção a versão Skyline Sport, versão esta que ficou conhecida como BLRA-3, foi a partir daí que as potencialidades esportivas do modelo passaram a ser exploradas. A carroceria era desenhada por Giovanni Michelotti e estava disponível como coupé e conversível, adotaram-se nesta carroceria elementos de design que foram utilizados em quase todas as gerações posteriores posteriores, como os faróis trapezoidais. A motorização era 1,9 litro com 94 cv de potência e passava uma senssação de esportividade. Apenas alguns milhares foram produzidos, isso contribuí para que esta seja uma das versões mais caras e procuradas por colecionadores do Japão.
Versões mais esportivas já existiam em 1961, como o Skyline Sport BLRA-3 de 1,9 litro e 94 cv. Mas foi em 1964 que nasceu um marco: o Skyline 2000 GT, destinado a competições, que trazia o compartimento do motor ampliado em 20 cm para alojar o seis-em-linha de 2,0 litros do modelo Gloria. O sucesso da versão levou a Prince a produzi-la em série, em duas opções de rua: GT-A, com um carburador e 105 cv, e GT-B, com três Webers 40, alta taxa de compressão, 125 cv e câmbio de cinco marchas.
O nome Skyline já representava muito para os japoneses quando, em 1972, surgia a nova geração C110, que incluía os potentes 2000 GT-X (130 cv) e GT-R (160 cv), de duas e quatro portas. A sigla GT-R desaparecia em 1977, com a geração C211, cuja versão de topo—lançada em 1980—era a 2000 GT-ES, com turbocompressor e 140 cv, um modo de atender às normas de emissões poluentes.
A série R3X - Em 1981 a Nissan inaugurava a série R3X, ou seja, começando pela R30 e chegando à atual R35. A primeira geração, com linhas retas e pouco esportivas, recebia em 1982 as versões 2000 GT e 2800 GT de seis cilindros. Havia também o Skyline RS, com um quatro-cilindros de 2,0 litros e 150 cv, que no ano seguinte recebia um turbo para chegar a 190 cv—mais tarde passaria a 250 cv, com o uso de resfriador de ar. Conhecido como RS-X ou Turbo C, esse Skyline obteve êxito nas ruas e nas pistas.
A geração seguinte, R31, parecia mais voltada ao conforto que à esportividade, mas isso logo mudou. Um novo seis-em-linha 2,0 turbo, de 180 cv, inaugurava a família de motores até hoje utilizada no modelo, embora a versão cupê chegasse só em 1986. O GTS-X de 1988, de 190 cv, introduzia o sistema HICAS (High Capacity Active Steering, ou direção ativa de alta capacidade), que esterçava as rodas traseiras no mesmo sentido das dianteiras para contribuir na estabilidade—não para facilitar manobras em locais estreitos, como em outros sistemas do gênero.
Em 1989 chegava o Skyline R32, em versões sedã e coupê, com tração traseira ou integral. Ao seis-cilindros 2,0 de 155 cv eram adicionados depois um turbo de 215 cv, no GTS-T Type M, e um 2,5 aspirado de 180 cv. A sigla GT-R retornava depois de uma década, no modelo que seria conhecido por "Godzilla", em alusão ao assustador réptil do desenho animado japonês. Uma de suas atrações era a tração integral com repartição variável de torque—de 100% às rodas traseiras até 50/50, de acordo com a aderência.
O sistema Super-HICAS aperfeiçoava a direção nas quatro rodas e o motor de seis cilindros e 2,6 litros, com dois turbos, chegava a 280 cv—poderiam ser mais, não fosse a limitação da legislação japonesa. De 0 a 96 km/h bastavam 4,8 s, tão rápido quanto um Ferrari F355. A sua versão de corrida venceu tantas vezes no Grupo A nipônico que a categoria foi abolida, por falta de concorrentes para a Nissan.
O R33 era a geração seguinte, pouco maior e mais pesada, portanto menos ágil. Lançadas em 1995, as versões GT-S incluíam os 2,5 litros de 190 cv e 255 cv, este com turbo. O GT-R chegava com melhor distribuição de torque, mantendo-se no limite legal de 280 cv, e sistemas aprimorados de tração e direção integrais. A divisão NISMO (Nissan Motorsports) fez uma versão para o Grupo A e pôde oferecer ao público 99 unidades do Skyline 400R, em 1996. Era a versão de rua de um carro de corrida, por isso liberada do limite de 280 cv: extraía 400 cv a 6.800 rpm do motor biturbo de 2,8 litros, com tração integral. Houve também uma única unidade do GT-R LM, de 305 cv e tração traseira apenas, construída para homologação. Outro R33 muito especial era o Autech GT-R, um quatro-portas feito à semelhança do GT-R cupê para celebrar os 40 anos do Skyline. A NISMO preparou uma versão de 380 cv do carro, com o estilo agressivo baseado no 400R.
Para muitos o R32 permanecia o melhor Skyline, por sua agilidade e dimensões compactas. A Nissan ouviu os entusiastas ao desenvolver a geração R34, que chegava com motores de 140, 193 e 280 cv nas versões GT. A GT-R apareceu pouco mais tarde, detendo o recorde para carros de produção no famoso circuito alemão de Nürburgring até ser superado pelo Porsche 911 Turbo da série 996;
A geração R34, mantém a potência limitada a 280 cv, mas preparadores a levam a mais de 1.000 cv. Por exemplo, a versão JUN testada pelo famoso programa de televisão Top Gear debita 1300 cavalos. O desenho musculoso remete ao R32 e a eletrônica comanda a tração e a direção integrais tornando-o rápido e sedutor. O Skyline GT-R e o Honda NSX são dos poucos automóveis nipônicos que conseguir ascender ao estatudo de objeto de culto.
Em 6 de Dezembro de 2007, a Nissan desvendou o seu novo GT-R que mais uma vez bateu o record da pista de Nürburgring. Desta vez, a quebra do record da pista foi bastante polêmica, tendo a Porsche posto em causa a veracidade dos tempos publicitados pela Nissan. A Porsche afirmou publicamente comprou um Nissan GT-R e comparou-o com o seu 911 Turbo, afirmando que o último é mais rápido que o GT-R. A Nissan respondeu, emitindo um comunicado público no qual convidava a Porsche a enviar um dos seus pilotos a Nürburgring para experimentar o GT-R. Algum tempo depois, a Nissan bate um novo recorde, tendo toda a prova sido controlada e filmada como prova de que o GT-R é então bastante melhor.

Prémios

  • Top Gear Prémios 2007 - Supercarro do ano 2007
  • Automobile Magazine - Automóvel do ano 2009 
  • Evo Magazine Carro do ano 2008
  • Edmunds - 2009 Edmunds' Inside Line Editors' Most Wanted Awards: Instant Classic
  • Motor Trend - Motor Trend Carro do ano 2009
  • 2008 Prémio da tecnologia japonesa mais avançada
  • Popular Mechanics - Prémio de excelência automóvel 2008
  • 2009 International Car of the Year
  • Motor prémio de melhor motor alguma vez construido

Ficheiro:Skyliner34gt-t.jpg